Saiba os principais fatores sobre a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS)

31/03/2021

Acadêmicos da FAME explicam os fatores de risco e tratamentos da pressão alta

Os acadêmicos da Faculdade de Medicina de Barbacena, Letícia Esteves de Oliveira Silva e Lucas Fonseca Resende, respectivamente do 8° e 10° período do curso, por meio da Liga Acadêmica de Cardiologia, trouxeram em uma breve explicação os principais fatores sobre a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS).

A HAS, também conhecida como pressão alta, é a mais comum entre as doenças cardiovasculares e é o principal fator de risco para diversas complicações que levam à morte, como doenças cardiovasculares (infarto do Miocárdio), cerebrovasculares (AVC, ou o popular “derrame”) e renais (paciente precisando de tratamento com diálise). Normalmente, essa doença não apresenta sintomas durante muitos anos, sendo percebida somente quando uma complicação vem à tona.

Esta doença é multifatorial e entre os principais fatores estão: idade avançada, obesidade/sobrepeso, sedentarismo, estresse, álcool, tabagismo, ingestão excessivas de sódio e potássio, apneia obstrutiva do sono (AOS), sendo que também pode ter influência genética. Ademais, ela pode ser subdividida em três estágios, que tem importância para classificar o prognóstico da doença e o tratamento adequado para cada estágio e personalizado para o perfil de cada paciente.

“Pensamos em abordar o tema hipertensão para alertar a população sobre a prevalência dessa doença que é muito alta e que se não tratada e diagnosticada previamente pode cursar com complicações irreversíveis e até a morte. Além disso, nós sabemos que a HAS tem uma adesão muito baixa ao tratamento, por ser um tratamento diário e muitas vezes multimedicamentoso”, disseram os acadêmicos.

Para o tratamento ser ainda mais eficaz é necessária uma mudança no estilo de vida referente à alimentação e a prática de exercícios. E ao longo do tempo, os pacientes param com o tratamento e com a medicação alegando estar “curado” ou “não sentir mais nada”.

A hipertensão é uma doença crônica, mas há meios de mantê-la controlada para que não ocorram complicações. Pessoas com a pressão arterial elevada ou diagnosticadas com hipertensão em qualquer estágio devem mudar seu estilo de vida e, se necessário, serem medicadas, o que dependerá do nível da pressão arterial e do risco cardiovascular do paciente em questão.

“Nós da liga de cardiologia achamos essencial enfatizar a população que a hipertensão primária é uma doença crônica, portanto demanda um tratamento para o resto da vida caso o paciente não queira sofrer complicações ou morrer por infarto, AVC ou ter que fazer hemodiálise”, concluíram os alunos.

Para acessar o texto dos alunos na íntegra, clique aqui.

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